sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Voltei mas não voltei

Em dezembro do ano passado pensei que depois de seis meses ausentes conseguiria voltar ao blog. Tinha mil idéias sobre coisas que gostaria de escrever e histórias que queria compartilhar. Entrei em pseudo-férias e não tive tempo. Em março recomecei a trabalhar e não tive tempo pra mais nada, mesmoooo. Agora que passei para o doutorado (iupi! iupi!) e tenho menos tempo de sobra que já tive em qualquer outro momento de minha vida, resolvi voltar ao mundo dos blogs. Só que não aqui. Por enquanto vocês podem me encontrar no "Brincando sério de ser doutora", onde vou escrever um pouco sobre a minha experiência nos próximos 4 anos. Claro que nem todos os assuntos sobre os quais eu quero escrever vão se encaixar bem nesse novo blog, então quem sabe eu apareço aqui exporadicamente para contar alguns segredinhos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Voltei!!!


Sim! Voltei! Para a felicidade geral da nação (rs!) iupiiiiiii!!!

O post de hoje é só para dar aquele oi básico, mas aguardem uma série de novas postagens resultado do início das merecidas férias e de outros motivos que conto daqui a pouco.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mais respeito, agora eu sou mestre! (Parte I)

Depois de falar do grande mestre da literatura portuguesa, José Saramago, nada mais justo do que lhes falar da mestra aqui. Aff!!! Que presunção comparar meu reles título de mestre ao dom dele, mas não consegui evitar o trocadilho!

Bem, depois de ler posts em que eu reclamo da correria para fechar a dissertação aqui e aqui; e de lerem como foi o dia em que terminei a dissertação (com direito ao maior chuvaréu que já vi em Foripa) e de como foi o dia pós finalização da dissertação, venho contar as novidades sobre a defesa do meu mestrado, que hoje completa uma semana.

Exatamente a uma semaninha atrás eu estava dormindo minha última noite como reles mortal, ainda não mestre (agora aguentem eu me gabando do título! rs!). Na manhã de segunda-feira acordei para preparar meu powerpoint para defesa. Sim! Momento confessionário! Meu powerpoint foi preparado no último dia, na última hora possível (eu falei que esse era um blog de segredos)! Mas tudo bem, eu já vinha há dias organizando o ppt na minha cabeça pensando: no primeiro slide vai isso, naquele outro slide vai a análise do poema tal... enfim... era só colocar ali o que já estava matutando há algum tempo. E a preocupação também não era tanta porque ano passado apresentei dois trabalhos em eventos acadêmicos sobre a di Michele e já tinha toda a parte de apresentação da autora e obras pronta.

Com a defesa marcada para as 14:30, fui para universidade com papai e mamãe para almoçarmos. E graças a deus, meu último almoço indigesto em que coloquei comida no prato e de tanta preocupação larguei metade de lado. Esse comportamento já tinha virado comum na última semana e já estava até me preocupando, mas nos dias seguintes passou. Ufa!

Para a defesa, que seria conduzida em língua inglesa tive que dispensar a presença de meu pai que já detesta filme legendado... filha falando sem legenda então... Mamãe ficou para representar a família, mesmo só entendendo "ok", "good", e outras coisinhas assim em inglês. Maninho, que seria o único da família a compreender as baboseiras da irmã em outra língua não pode ir por causa do trabalho. No problem! "Namorado, noivo, futuro marido" apareceu por lá, numa escapada do serviço. Ele, como bom entendedor de inglês, poderia ter feito tradução simultânea para mamãe; mas acho que ela optou por treinar seu inglês sozinha.

Nervosismos à parte, eu queria mesmo é começar o negócio! Eu que (sim! confesso!) não tinha treinado minha apresentação; estava pensando se daria conta de passar 15 slides em 20 minutos. Deu! Passou uns dois minutinhos acho, mas acho que falei num ritmo claro e compreensível, sem contar que inseri algum comentário extra aqui e ali.

(Essa foto é do momento que eu já estou sentada comportadinha no momento da arguição. Da apresentação em si não tem foto, até porque a sala estava bem escura para as pessoas poderem ler o powerpoint direitinho. Note minha cara de pessoa seriamente compenetrada. Mamãe pega no meu pé pois eu, uma pessoa feliz por natureza, sempre fico de cara amarrada quando preciso parecer simpática.)

A minha apresentação detalhou a organização da dissertação, falei um pouco sobre a biografia da Mary di Michele e suas obras, detalhei os conceitos de patriarcado e entre-culturas que serviram de base para as minhas análises e parti para as mesmas. Num primeiro momento dei exemplo de análise sobre a figura do pai, depois passei para a figura das filhas (sobre as quais já deixei um gostinho para vocês aqui), e, por fim, apresentei o círculo vicioso em que as filhas dão corda ou se rebelam contra o sistema patriarcal. Na defesa apresentei trechinhos mínimos de alguns poemas mas na dissertação analisei vários poemas sobre cada um dos três temas. E também inclui um anexo com alguns poemas praticamente na íntegra para quem quiser conhecer um pouquinho de di Michele nesta terra tão distante.

Vou parar por aqui porque o post já está enorme! Outra hora volto para falar sobre a arguição. Por enquanto, deixo vocês com um dos poemas que apresento na terceira parte da dissertação:

THE STORY OF A MARRYING MAN
Mary di Michele (Mimosa and Other Poems, 1981)

What he really went for were women
with the clean blondeness of white wine,
squeezed from grapes shining with an oily polish,
filmed in the afternoon light,
Chilled for dinner women
Wearing long fitted sleeves of plain cotton
in the full heart of summer.

He had a fondness for untested liquors
for the brew the morning made
for the evening’s languor.
He had a few lazy bones
but he could make his way
cutting hair in his own barber shop,
one chair and a Fiat 1500 he drove
the half block to work.

At thirty-five he was almost ripe enough
for a little apricot of a girl
he had picked in the spring.
What she always wanted was to be loved
and to get away from her mother,
what she always wanted was to watch a man snap
like a green kite in a blue breeze
tied to him by the string she jiggled.

A fiance is the moon,
but a husband is its dark side,
and a bride can age into an old woman
in just twenty-eight days
while she waits for his sodden return
after nights playing cards at the cafe bar,
expecting to find her curled up for him
in freshly ironed sheets,
the chaste ribbon of her white gown
tied into a knot.
When a man gets bored with sex,
it's time to marry and raise a family.

Every member of his family agreed
that he made a most excellent husband,
the burden of having his own way
suited him best,
red faced as the china bull,
a souvenir from their wedding
still burdened with the confetti:
candy coated almonds wrapped in puff balls of veil,
that wasted its seeds on the vanity into her scented talc.

He had to whistle for his wife
but never for his mother,
his mamma never needed to be told,
the thing was done
even before he could think to want it.

They all lived tighter by the grace of his mother
in the house her widow’s pension kept
and he was the door that went walking
the chickens ran in and out freely,
ignorant of what it means to be respectable
gossiping into the grain.

Trained by her mother-in-law
she became an acceptable wife
so when he whistled
she never barked,
she came running with her sleeves rolled up,
her hot face dusted with flour.

The natural growth of the family made her big
with babies like apples
tucked into her apron pockets.
She slipped into the role of mother she feared
with a touch of bravado
like small breasts into a padded bra.

domingo, 20 de junho de 2010

Meus saramagos

(http://www.josesaramago.org/)

Olá pessoal, depois de mais um sumiço básico, totalmente justificado, aqui estou eu novamente! Com novidades para contar sobre a defesa do mestrado, sobre a prova didática do concurso, sobre alguns acontecidos nas aulas de inglês, e mais mil outras coisas. Mas antes, um minuto de "silêncio" com algumas palavras para lembrar de José Saramago.


***
No primeiro semestre de 2003 tive a oportunidade de estudar literatura portuguesa na UFSC como aluna especial no curso de Letras-Português. Isso foi antes de passar no vestibular para inglês. Neste semestre, sob orientação da professora Salma Ferraz, autora de O Quinto Evangelista - O (des)evangelho segundo José Saramago, tive a oportunidade de ler meus primeiros saramagos.

Naquele semestre li Memorial do Convento (1982) , no qual minha tarefa foi examinar a personagem Blimunda mais de perto. E ela, assim como a machadiana Capitu, de Dom Casmurro, é famosa por seus olhos: "olhos como estes nunca se viram, claros de cinzento, ou verde, ou azul, que com a luz de fora variam ou o pensamento de dentro, e às vezes tornam-se nocturnos ou brancos brilhantes como lascado carvão de pedra".

Naquele semestre também li O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), que, com certeza, tem uma boa parcela de influência na minha visão de algumas histórias bílbicas.

Também li, O Conto da Ilha Desconhecida, cujo texto você pode encontrar na íntegra aqui, mas sem as lindas gravuras que ilustram a edição impressa.

Já em 2008 assisti Blindness de Fernando Meirelles, e, claro, não poderia perder a oportunidade de ir correndo ler Ensaio sobre a Cegueira, que amei muito! Vale a pena a briga inicial com qualquer livro de Saramago: a linguagem não adaptada ao português do Brasil, a pontuação um pouco diferenciada, e os enormes parágrafos. A gente se acostuma a tudo isso assim que começa a respirar o oxigênio dos cilindros no mergulho em cada uma das histórias desse grande escritor.

Meu último e mais precioso saramago é A Maior Flor do Mundo. Chamo de mais precioso pois comprei a algum tempo atrás pensando em algumas pessoinhas que hoje nem existem, mas que aposto que, assim como eu, gostarão muito de José Saramago. A ponto de admirar o escritor que morava na tranquilidade das Ilhas Canárias (o que me faz lembrar do meu maior sonho de consumo: ficar velhinha, morando num lugar lindo enquanto escrevo, mais precisamente no meio da serra, em frente a um lago) e que finaliza este livro com as seguintes humildes palavras:

"Este era o conto que eu queria contar. Tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças. Mas ao menos ficaram sabendo como a história seria, e poderão contá-la doutra maneira, com palavras mais simples do que as minhas, e talvez mais tarde venham a saber escrever histórias para as crianças...


Quem sabe um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?..."

sábado, 12 de junho de 2010

Corrida semanal

Oi pessoal!

Só para registrar meu sumiço. A última semana foi corrida. "Namorado, noivo, futuro marido" chegou de viagem e, além disso, eu estava cheia de coisas do trabalho para fazer. Daí já viu... blog pra escanteio! Sorry!!!

Então vou aproveitar o "olázinho" por aqui para justificar o desaparecimento por provavelmente mais uma semana. Segunda-feira agora defendo minha dissertação de mestrado, daí já viu né... Estou nesse dia dos namorados que não sei se corrijo tarefas, planejo aula, respondo e-mails, treino para a defesa, ou se faço a unha para sair com o namorado. hihi


É isso... segunda-feira tem dissertação pra defender e de quebra também tenho duas seleções de emprego essa semana. Sábado que vem completo um ano de namoro com o Fa. Então se eu sobreviver à semana para comemorar o aniversário é lucro!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lavar roupa todo dia (II)

Voltando ao assunto roupas para lavar lembrei deste cartoon do Marcos Noel que eu adoro! Chama-se Gi e Kim e conta a história desta duplinha que já está casada há 7 anos. Vale a pena conferir! Deixo este para começar bem a segunda-feira! Para vocês verem como sempre arrumamos motivo para reclamar da vida. Rs!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vó, sinto sua falta (III)

Vó, hoje você completaria 78 anos. E não tenho como fingir que essa data não tem mais um significado. Por fazer aniversário alguns dias antes do seu, e pelo Dé fazer aniversário dia 10, por muito tempo nos aproveitamos para fazer uma celebração só. Mas nos dois últimos anos o aniversário foi exclusivo seu. Principalmente no aniversário do ano passado, que foi surpresa e conseguimos reunir praticamente todas as suas melhores amigas.

***

Mas hoje é dia de falar de outra coisa também. É dia de falar do que te levou de mim. Vó, câncer é coisa séria e a gente aprendeu isso das mais difíceis formas. Quando você descobriu a gente ficou bem preocupada, mas você levou numa naturalidade, fez cirurgia e fingiu que tudo tinha passado. É vó... e nesse tempo a gente ainda não pegava tanto no seu pé, o que me dá uma dor no peito muito grande quando lembro pois devíamos ter ficado mais atentas. As voltas periódicas ao médico são muito importantes. E os exames de controle então... Ah, vó! Assim como pareceu ter sumido tão rápido, voltou mais rápido ainda. E te fez perder peso, tossir um monte, ficar fraquinha e voltar a ser que nem um bebêzinho. Vó, que vontade de te pôr no colo e te embalar... te pôr pra dormir na rede assim como você fez, com cada um dos seus netinhos. Vó, sinto sua falta... muito... muito!